domingo, 10 de maio de 2009

The Eternal: Sonic Youth

O Sonic Youth saiu da gravadora Geffen e agora está na Matador. No site da gravadora a pré-venda (de CD ou LP) do novo álbum, The Eternal, que dá direito a um compacto em vinil como bônus não se extende ao Brasil, uma pena. Aqui no Brasil, por enquanto, apesar de uma ou outra gravadora trabalhar discos da Matador, ninguém se manifestou para lançar o Sonic. Ficamos restritos à edição importada, que sai lá fora no dia 08/06 e tem previsão para chegar aqui no dia 30 do mesmo mês. A Matador também prometia, para quem comprasse o disco na pré-venda, um arquivo em streaming do álbum, para já ir matando a vontade. Mesmo não tendo conseguido
comprar o disco via Matador, meu amigo Snorks conseguiu achar um link do disco em MP3 na internet e não resistimos. Abrimos duas geladas pra comemorar e ouvimos o novo disco na íntegra, o que nos garantiu uma semana com muito bom humor.
Com certeza The Eternal vai agradar os fãs dos últimos dois álbuns, Nurse e Rather Ripped. Esses três discos têm em comum músicas mais curtas, a serviço das canções, e momentos ‘noisy’ na medida certa. Como sempre não faltam aquelas passagens com arranjos de guitarras que dão vontade de ouvir o disco mais quinhentas vezes.
Vale à pena ressaltar alguns destaques que fazem de The Eternal um disco especial. Os vocais em duetos (de Kim Gordon com Thurston Moore e Lee Ranaldo) são uma novidade no som da banda, e novidade das boas. As músicas ‘Anti-Orgasm’ (Kim e Thurston) e ‘What We Know’ (Kim e Lee) ganham em beleza e dramaticidade por conta das duas vozes cantando juntas. ‘Poison Arrow’ é uma das minhas prediletas, composição que reafirma a influência que o Velvet Underground exerceu no conceito sonoro do Sonic Youth ao longo de toda a carreire destes. ‘Antenna’ é sublime, três guitarras mescladas a uma melodia altamente suave. ‘Walking Blue’, outra das minha favoritas, é daquelas músicas etéreas, que nos fazem ter vontade de sair voando. Encerrando o disco, ‘Massaging The History’ traz um elemento no mínimo inusitado no som do Sonic Youth: violões. Enfim, um disco belíssimo.

No link um outro comentário sobre o disco, do Felipe Romero, que trabalha comigo lá na Livraria Cultura.

2 comentários:

Lucas disse...

Sonic Youth dá um nó nas tripa!

muito bacana.

volta-e-meia vc fala deles!

dá uma passada lá no meu blogue, tem um post bem pessoal-confessional sobre o Chet Baker.

Abraço

Anônimo disse...

Sonic youth é uma banda alucinante,o som deles é perfeito,é um tipo de música que faz os fãs relaxarem e ficam loucos aos mesmo tempo.Não tenho explicação para fala desta banda é algo inesplicável que se sente.