quarta-feira, 30 de abril de 2008

"Grande Irmão" reina soberano!!!!

Endereço de email pode revelar personalidade

Qua, 30 Abr

Por Rodrigo Martin de Macedo

Uma nova pesquisa alemã apontou que o endereço de email escolhido por um internauta pode revelar traços de sua personalidade, um obstáculo para quem quer se esconder por trás de uma identidade virtual.
O site NewScientist informou que a pesquisa foi realizada na Universidade de Leipzig, na Alemanha, por uma equipe liderada pela pesquisadora Mitja Back, e pediu a um grupo de 100 estudantes que tentassem analisar as personalidades de 600 adolescentes olhando seus
endereços de email.
A maior parte das opiniões foi semelhante quando se tratava de traços de personalidade como narcisismo, receptividade e consciência, entretanto foi divergente no que dizia respeito à extroversão. Os pesquisadores notaram que as impressões continham, sim, certo grau de
validade.
Os endereços que mais entregaram a personalidade de seus proprietários normalmente possuíam pontuação, números ou ainda nomes que eram obviamente falsos. Para Sam Gosling, da Universidade do Texas, o estudo é mais uma amostra de que a personalidade aparece em
quase tudo que é feito.
Os resultados e métodos empregados na pesquisa foram publicados na mais recente edição do Journal of Research in Personality.

Publicado originalmente em 30/04, no portal do Yahoo,
seção Tecnologia.

domingo, 27 de abril de 2008

Melodia na Virada

Eu e Simone não estivemos entre as quase 1500 pessoas que viram ontem, na Virada Cultural, o show de Luiz Melodia no Teatro Municipal. Chegamos ao local por volta das 16:30hs, pois o show começaria às 18hs. A fila já dava três voltas em torno do teatro. Após a abertura dos portões, muita gente já tinha entrado, mas seguíamos com a fila cheios de esperança. Ao darmos uma volta acompanhando-a em torno do teatro, a fila revelou-se um engodo, sumiu de repente e fecharam as portas. Fiquei muito chateado, afinal de contas tratava-se de show com o disco Pérola Negra na íntegra, dentro do projeto Álbuns Antológicos da Virada. Por volta das 18:10, eis que surge no telão em frente ao Municipal o prêmio de consolação: imagens de dentro do teatro, ainda sem som. Alguns caras na mesma situação que nós foram até as portas principais do teatro e pediram para arrumar o som. Havia dois conjuntos de caixas acústicas nos cantos das escadarias. Enfim, os últimos trechos de Estácio, eu e você chegaram, e os desconsolados ficamos felizes da vida. O disco inteirinho, com banda formada por guitarra, baixo, bateria e teclados. O que não deu para recriar com fidelidade, Melodia improvisou. Pra Aquietar ficou mais funk e menos rock; Forró de Janeiro virou reggae. E o clima estava ótima. O pessoal do lado de fora bem animado e feliz.

Obrigado Melodia, por um excelente show!!! Organização da Virada: o projeto Álbuns Antológicos foi uma ótima idéia, mas ano que vem organizem melhor o acesso ao teatro!!!!

Boa semana a todos!

sábado, 26 de abril de 2008

Anywhere I Lay My Head: Scarlett Johansson


No site da MTV brasileira estão disponíveis para audição 6 faixas do cd de estréia da atriz Scarlett Johansson. A voz dela é inacreditavelmente suave mesmo que soturna, e o pouco que ouvi (meu Windows Media Player está um lixo!) é realmente etéreo, daqueles discos que dá vontade de sair voando. Lembrei na hora da Juliette Lewis, caso semelhante de sucesso nas telas e na música. Só falta a Warner brasileira demorar a lançar, bem típico, como já aconteceu este ano com alguns discos bem aguardados pelo público que bravamente ainda compra cds, como a trilha de P.S. I Love You, Back East do saxofonista Joshua Redman, a trilha de Juno, e Day Trip do Pat Metheny Trio, só para citar alguns. E só voltaram a fabricar um dos discos mais importantes da MPB, Amoroso de João Gilberto, porque é ano de comemorar o cinqüentenário da Bossa Nova. Voltando a Scarlett Johansson, o disco tem 10 canções de Tom Waitts (outra referência que continua sem edições brasileiras) e uma inédita.
Torçamos pela edição nacional (sei que muitos de vocês adoram um download de graça, mas eu gosto de comprar disco!!!!).
Passem la no site da MTV e ouçam a prévia. Vale à pena.
O lançamento no exterior está previsto para meados de Maio.

Um abraço a todos!

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Nova Tatuagem

Depois de seis anos resolvi fazer outra tatuagem. É a primeira feita pelo Fabrício Oliveira, meu irmão, que está trabalhando cada vez melhor, como vocês podem conferir no fotolog indicado nos links na barra aí à direita. A imagem, para quem não conhece, saiu de um encarte da coletânea March to Fuzz, do Mudhoney. Registrei definitivamente meu apreço pelo formato vinil, que já vem de anos. É bom saber que os vinis estão voltando ao mercado de forma consistente, não os fabricados no Brasil, é claro, mas importados. Quem sabe algum doido não resolve reabrir uma das fábricas de vinis daqui? Bom saber também que meu irmão está cada vez melhor na arte que escolheu.

Um abraço a todos e até amanhã.

terça-feira, 22 de abril de 2008

Imparcialidade para Homer Simpson ver: algumas considerações sobre a cobertura da Rede Globo para o assassinato de Isabella Nardoni

Durante a transmissão da semifinal do Campeonato Paulista de futebol entre Palmeiras e São Paulo, no último domingo, 20/04, o narrador da partida pela Rede Globo de Televisão, Cleber Machado, anunciou não poucas vezes uma entrevista exclusiva que iria ao ar no Fantástico daquela noite sobre o caso Isabella Nardoni, a menina de 5 anos jogada do sexto andar do prédio onde morava, em São Paulo, em 29 de Março.
Qual não foi a surpresa dos espectadores do "Show da Vida" quando viram que os entrevistados eram os próprios Alexandre Nardoni e Ana Carolina Jatobá, pai e madrasta da menina, indiciados pelo crime. A entrevista tomou pelo menos dois blocos do programa, não me lembro do tempo exato pois não a acompanhei inteira. O fato é que se tratava de uma oportunidade, segundo deixaram clara a própria emissora e o casal, de mostrar ao Brasil quem Nardoni e Jatobá realmente são, diante de tantas "pedras" atiradas neles pela multidão enfurecida, real ou virtual, em todo o país. No final do Fantástico, o apresentador Zeca Camargo lembrou que a partir dali o telespectador teria mais subsídios para julgar o casal, subliminarmente conotando o papel imparcial da TV, que serve o cidadão, e ao mesmo tempo isentando a própria emissora de qualquer juízo de valor. Tanto é verdade que as opiniões expostas na longa cobertura do programa foram todas expressadas por especialistas em áreas relacionadas, como o direito e a psicanálise.
No entanto, no Jornal Nacional do dia seguinte, 21/04, a matéria sobre o caso enfatizou as repetições no discurso do casal, tanto em relação aos depoimentos anteriores quanto ao próprio caráter circular da entrevista, durante a qual, evidentemente orientados pela defesa, os indiciados repetiam as mesmas informações sempre que tinham oportunidade e nada revelavam de novo. Depoimentos de familiares de Alexandre Nardoni ao longo da semana passada também redundavam em torno das mesmas informações, sobre o casal e a menina. Pensemos então no que a Globo fez e desfez: explorou o sensacionalismo do material exclusivo e no dia seguinte afirmou que a entrevista nada revelara de esclarecedor. A curiosidade das massa de telespectadores que assistia ao Fantástico naquele momento, e não via a hora de "encarar" os "cruéis assassinos" de frente, por si só já justificou a audiência, e até aí estaríamos dentro do esquemão comercial da televisão, que bem sabemos como funciona. A contradição está no dia seguinte, pois o canal não desmentiu os próprios indiciados, mas questionou a própria credibilidade jornalística da cobertura. Realmente não vou entrar no mérito de opinar sobre quem cometeu o crime ou não, quem é inocente ou não é. Do lado de fora da porta é fácil ouvir o que quer.
A idéia aqui foi refletir mais uma vez sobre a nossa imprensa. A decepção não é novidade mas vale sempre à pena lembrar as pessoas de como as coisas funcionam. Afinal, somos todos conhecidos como um povo sem memória.
Trocando em miúdos, no vale tudo da mídia brasileira, até as entrelinhas e mensagens implícitas estão escancaradas. Mas é claro que para o "Homer Simpson" a gafe passou batida. Se vocês não se lembram, em 23 de Novembro de 2005 um grupo de professores da USP visitou a Rede Globo, e o editor do Jornal Nacional, William Bonner, definiu o espectador médio do programa comparando-o ao pai da família Simpson.
O que estamos esperando então? Rosquinhas e controle remoto na mão, e bunda no sofá!!!!

Igor Oliveira