sexta-feira, 29 de abril de 2011
Thor - O Filme
terça-feira, 29 de março de 2011
Sucker Punch
Dois indícios de que valeu à pena ver Sucker Punch: minha volta a este blog depois de 7 meses e a vontade de assistir o filme outra vez. Não posso negar que o maior motivador que me levou ao cinema (melhor ainda, ao IMAX) foram as belas garotas, "girls with guns" numa atualização dos cult movies do gênero, que têm como expressão mais notória Barbarella e os filmes de Russ Meyer. Bacana constatar, no entanto, que as moçoilas servem a trama bem, e o que poderia ser a única graça do filme ampara outros elementos e significados interessantes.O diretor do filme, Zack Snyder, mostrou, desde 300, que sabe trabalhar texturas muito especiais na telona e de que faz diferença entre os papas dos blockbusters hollywoodianos do momento. Mas se Watchmen e 300 são adaptações, Sucher Punch tem roteiro original do próprio diretor e é, de alguma maneira, o resultado dessa mistura de referências que formam a bagagem do cara. Resultado também de um recado contundente que o diretor quer passar, quando cria múltiplos cenários alegóricos para falar de um assunto muitíssimo real.
Mas não se iluda: se perder nas alegorias é inevitável e delicioso, e no fundo é o que parece que o diretor mais quer que te aconteça, para enfim descortinar um desfecho um tanto surpreendente, que dá ao filme uma graça além da beleza de Baby Doll e suas comparsas.
De volta às beldades inebriantes é justo que se lembre aqui, porque ninguém é de ferro, da beleza quarentona de Carla Gugino, que interpreta a Dra. Vera Gorski e não perde em nada para as jovens heroínas. Destas não posso deixar de mencionar Sweet Pea (Abbie Cornish), apaixonante, num estilo que mistura cabaré com os penteados dos anos 60 (sinceramente, penteados dos anos 60 são como criptonita pra mim!).
Havendo oportunidade volto ao cinema, e saindo Blu-Ray vou ter que morrer na grana. Deixe os preconceitos em casa e divirta-se. Fruição garantida, além das expectativas.
Leiam no link matéria interessante do próprio Zack Snyder falando sobre o filme.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Rush: Beyond the Lighted Stage
Entre outros momentos bacanas destacam-se a grande maturidade musical de Permanent Waves e Moving Pictures (que ouço neste instante), as experimentações com o aparato eletrônico, uma RushCon (isso mesmo, uma convenção bem ao estilo nerd) , o exílio sobre duas rodas de Peart após a perda de filha e esposa em curto espaço de tempo, e enfim um trecho do show do Rio de Janeiro, que arrepia! Entre os extras, destaque para uma versão de "La Villa Strangiato" ao vivo, de 1979, que acabou de me fazer lembrar do comentário de Mike Portnoy (Dream Theater) no documentário: "saber tocar YYZ tudo bem, quero ver tocar 'La Villa Strangiato'!"
O Rush vem aí novamente e não sei se vou conseguir vê-los. Minhas férias já estão planejadas e o dinheiro já tem destino meio certo, mas quem sabe não sobram alguns merréis!
domingo, 8 de agosto de 2010
Pai Nerd
domingo, 1 de agosto de 2010
Uma noite em 67: convergência de gênios
Está em cartaz em 22 salas de cinema do país o documentário Uma noite em 67, sobre a final do III Festival de Música Popular Brasileira da TV Record. Os diretores Renato Terra e Ricardo Calil recontam a história desse zeitgeist da Música Popular Brasileira alternando depoimentos de participantes do evento com as apresentações dos cinco finalista do festival: Edu Lobo, Gilberto Gil, Chico Buarque, Roberto Carlos e Caetano Veloso. Não poderia faltar a polêmica apresentação de Sergio Ricardo, que quebra o violão e joga na platéia após algumas tentativas de cantar sua "Beto bom de bola" debaixo de vaias ininterruptas.
Ta aí uma história que me deixa profundamente emocionado. Os causos e curiosidades contados por Sergio Cabral, Paulinho Machado de Carvalho, Zuza Homem de Mello e outros que ali estiveram são divertidos e ilustrativos, apesar da diversão mesmo ficar por conta do Chico Buarque, que está descontraidíssimo tanto nas entrevistas atuais quanto nas de bastidores do evento. E sua "Roda Viva" garante um dos grandes momentos do filme, com direito a entrevista recente também o MPB4, seus companheiros no festival. Bacana ver Roberto Carlos cantando samba. E não faltam no filme menções à famosa passeata contra a guitarra elétrica, episódio emblemático da história da nossa música.
É impressionante ver como Caetano Veloso reverteu a reação da platéia a seu favor durante a execução de "Alegria, Alegria", previamente atacada por conta do uso de uma banda de rock, que já era conhecida de jurados, organização e público. Para abalar as estruturas do festival, Caetano se apresentou com os argentinos Beat Boys, Gilberto Gil fez seu "Domingo no Parque" com os Mutantes, que esbanjaram graça e uma alegria um tanto inocente. Entre os depoimentos de Gil e Caetano, chama a atenção o momento em que este afirma que o tropicalismo teve como motivação, entre outros fatores, o que os ingleses estavam fazendo com o rock, observação que me fez lembrar da canção "Coragem pra suportar", do álbum de 1968 do Gil. "Coragem" é um autêntico rock inglês do sertão do Brasil, psicodélico e nordestino, a seca das caatingas ao som de "Still I'm sad", dos Yardbirds. O próprio Gil também chega a citar sua fascinação pelos Beatles na época, mas se expandirmos a associação da Tropicália com o rock inglês o assunto dá pano pra manga.
Por ironia do destino, enquanto o desclassificado Sergio Ricardo quebrava e jogava na platéia seu violão, o vencedor Edu Lobo pede a viola pra cantar. Quando, no decorrer do filme, discorre-se sobre qual seria a música de festival por excelência. Sem se chegar a uma conclusão única, a sensação é a de que "Ponteio" venceu porque é a música perfeita para o momento, com sua evolução que deixou a platéia extasiada.
Bastassem as imagens da época, das canções executadas na íntegra, o filme já valeria à pena. Há quem se contente com o Youtube, mas na telona a coisa é de arrepiar. A música brasileira, dali em diante, tomou rumos sem precedentes, e talvez o ponto mais interessante de um filme que se proponha a contar tal momento é o de mostrar como esses protagonistas da nossa música tinham sim pretensão de fazer bonito, apresentar boas canções, ganhar o festival, mas não de mudar a história. A noite da finalíssima do III Festival de Música Popular Brasileira torna-se cada vez mais importante à medida que, mesmo que o Brasil não deixe de ter, de tempos em tempos, novidades interessantes na música, fica difícil pensar numa convergência de gênios como essa acontecendo de novo.
Confira hotsite do filme, com entrevistas dos diretores e outros conteúdos.
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Coleção Cultura: raridades da música brasileira em 10 CDs exclusivos!
O projeto foi desenvolvido pela Livraria Cultura em importante parceria com Charles Gavin (músico, colecionador e pesquisador musical), responsável pela curadoria cuidadosa e especializada dos títulos, e com a Sony/BMG que, nestes primeiros 10 CDs, foi parceira exclusiva da Livraria Cultura no projeto. As embalagens e encartes respeitam as edições originais, e os álbuns foram todos remasterizados. Cada disco está disponível a R$ 29,60 em todas as lojas da Livraria Cultura e no nosso website, através do endereço www.livrariacultura.com.br/colecaocultura.
É com muita honra que convidamos vocês para embarcar nessa viagem sonora, conhecendo ou revisitando essas dez preciosidades da boa música.
Estou profundamente orgulhoso de fazer parte desse projeto. Visitem o site da coleção e divirtam-se. Em breve iniciarei aqui neste espaço uma série de posts comentando cada um dos discos. Não percam!
quarta-feira, 14 de julho de 2010
A bola dos literatos: gols de letra de três grandes nomes da nossa prosa
Uma cidade que não existe, por Luís Fernando Veríssimo
Visca Espanya!, por Sérgio Augusto
A Copa num boteco do Leblon, por João Ubaldo Ribeiro
terça-feira, 6 de julho de 2010
Novidade no Jazz: Christian Scott
domingo, 4 de julho de 2010
Substitutos
Tudo muda quando o assassinato de duas unidades resulta na morte de seus operadores. O agente Tom Greer (Willis) se envolve na investigação dos casos mas acaba tendo que sair do seu "substituto" e viver em carne e osso para descobrir a verdade.
O tema dos avatares, da vida virtual, é cada vez mais caro à ficção científica, e Substitutos aborda a questão direitinho, sem brilhantismo mas sem fazer feio. Por falar nisso, no bombardeio de Avatar que nos assolou no final do ano passado e começo deste ano a questão das identidades virtuais, que dá o título ao filme da James Cameron, foi a questão menos abordada. Criticou-se exaustivamente que o roteiro era ruim, a história batida, etc. etc., mas a questão mais séria do filme, da forja de identidades para infiltração dos humenos entre os Na'vi, ficou de lado, como se fosse natural, parte do nosso dia a dia, o que é assustador.
Tendo um sábado à noite sem idéias de filmes e sendo fã de ação e ficção científica, assista Substitutos. É divertido, breve, e dependendo do pique dá até pra encarar outro filme na sequência.
terça-feira, 22 de junho de 2010
Continental Combo toca Buffalo Springfield nesta sexta
Info: Abre 21h, DJs 23h, banda 2h, entrada gratuita até às 22h, depois $15 (entre VIP até meia-noite mandando seu nome até às 18h de sexta no email shakesvillesp@gmail.com)
quarta-feira, 16 de junho de 2010
segunda-feira, 10 de maio de 2010
"Raw Power got a son called Rock n' Roll!!!"
O preço é justo, R$ 29,90 para uma edição dupla em embalagem digipack com encarte.
terça-feira, 6 de abril de 2010
Remake da minissérie "V" acaba de estrear no Warner Channel
sábado, 3 de abril de 2010
75 anos de DC Comics na Cultura do Conjunto Nacional
-->Palestrantes: Paulo Gustavo Pereira e Levi Trindade
Dois discos que os Stones poderiam ter feito
Teenage Head (1971), dos Flamin Groovies, dialoga com os Stones em outra fase. Reza uma das tantas lendas do rock que Jagger ou Richards, não se sabe ao certo qual dos dois, teria dito que o álbum dos Groovies é melhor que Sticky Fingers, lançado pelos Stones no mesmo ano. O fato é que além do timbre vocal de Roy Loney, que lembra muito o de Jagger (mas em alguns momentos até o de Iggy Pop ou Lux Interior), há muitos elementos em comum entre as duas bandas: os Groovies começaram a carreira basicamente fazendo covers dos Stones; o pianista Jim Dickinson toca nos dois discos citados; e "City Lights" e "32-20" são tão boas quanto as baladas de Let It Bleed. Mas os Flamin Groovies não são simplesmente os irmãos mais novos dos Stones. O grupo, e especificamente o álbum Teenage Head, são verdadeiro divisor de águas do rock. Os próprios Stones, dali em diante, afinaram legal e nunca mais fizeram um álbum substancialmente inspirado depois de Exhile on Main St.. A versão de "Have you seen my baby?", de Randy Newman, terceira canção de Teenage Head, adianta o som que os New York Dolls fariam dali alguns anos. O rockabilly insano de "Evil Hearted Ada" é Cramps puro, ou melhor, vice e versa. Impossível não pensar nos Stooges ouvindo a faixa título, "Teenage Head". Na biografia dos Groovies do All Music Guide o jornalista John Dougan afirma que os caras eram uma banda fora do seu tempo, que quando surgiu, em 1965, não conseguiu se encaixar na cena de São Franciso, então dominada por grupos como o Jefferson Airplane. Longe de ser esse um ponto negativo, e por mais que os Groovies não sejam tão lembrados quanto os Stones ou o próprio Jefferson Airplane, eles são uma verdadeira encruzilhada do rock, onde muita coisa boa desembocou e de onde muita coisa importante surgiu. A edição de Teenage Head em CD, datada de 1999, saiu aqui no Brasil no final do ano passado, e contém, além das 9 faixas originalmente lançadas em 1971, 7 bônus, que consistem em covers e outras canções do repertório dos shows da banda. O CD saiu numa coleção que a Sony/BMG lançou com 60 dos seus discos que figuram no livro 1001 Discos para ouvir antes de morrer.
quinta-feira, 25 de março de 2010
Saudações (1968) - Robert de Niro e Brian de Palma
quinta-feira, 18 de março de 2010
Ilha do Medo - Martin Scorsese
quarta-feira, 10 de março de 2010
Valleys of Neptune: Jimi Hendrix
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Soderbergh saúda Preminger
Acaba de sair em DVD O Desinformante (The Informant, 2009), dirigido por Steven Soderbergh e estrelado por Matt Damon. O filme é baseado em fatos. Damon vive Mark E. Whitacre, químico executivo da agroindústria ADM que se envolveu, no início dos anos 90, em esquema de espionagem do FBI para investigação de crime de formação de cartel por parte da empresa onde trabalhava. sábado, 20 de fevereiro de 2010
Gladiador Dourado e o Fab Four
Devo ter lido essa história tão rápido da primeira vez que nem reparei na referência à capa de Abbey Road. O quadro está em um arco de história do Gladiador Dourado que vem sendo publicado na revista Dimensão DC - Lanterna Verde desde Janeiro de 2009. Especificamente no momento retratado (revista no.8 - p. 54), o Gladiador se junta aos Besouros Azuis de várias eras na esperança de mudar o passado e evitar a morte do seu amigo Ted Kord, o segundo Besouro. Aproveitando o trocadilho com os Beatles, os roteiristas Geoff Johns e Jeff Katz, e o desenhista Dan Jurgens (que inclusive foi quem criou o Gladiador) inseriram a referência, da qual tomei conhecimento só na seção de cartas de um número posterior da revista.