sábado, 10 de maio de 2008

Semana "Satchmo"

Não bastasse a coletânea de Louis Armstrong que mencionei no post anterior, esta semana reencontrei virtualmente meu amigo carioca Osvaldo Lopes Jr., e navegando por sua página pessoal encontrei um texto sobre o disco Louis Armstrong meets Oscar Peterson, que também tenho e imediatamente coloquei na vitrola (isso mesmo, vitrola!) para ouvir. Sublime beleza! E no momento escrevo porque me lembrei e estou ouvindo mais um disco excelente, dessa vez em cd mesmo:Doc Cheatham & Nicholas Payton (Verve, 1997). Dois trompetistas de gerações distantes se reuniram neste disco para homenagear Satch. Doc Cheatham, que faleceu no mesmo ano do lançamento do cd, com 91 anos, foi, além de trompetista, bandleader e cantor, e é o responsável pelos vocais do álbum. Como os bons vinhos, Cheatham é considerado pela crítica especializada como um dos poucos jazzistas que produziu seus trabalhos mais significativos depois dos 70 anos. Nicholas Payton tinha apenas 23 anos quando gravou o disco. É da geração dos Marsalis, Christian McBride, Marcus Roberts. Seu estilo não é tão "hot" quanto o de Armstrong, mas há proximidades entre os dois, sem dúvida alguma. E Payton é afeito aos discos-tributo. Em 2001, também pela Verve, revisitou Armstrong em Dear Louis. Doc e Nic escolheram baladas e swings que fizeram história na voz e no sopro do embaixador do jazz, como How Deep is the ocean? e Jeepers Creepers, Maybe e She's Funny That Way. A gravação, ao vivo no estúdio, é excelente, e faz pensar como seriam gravações de Armstrong com os recursos técnicos de hoje. O trio que acompanha a dupla é de primeira, e cumpre seu papel sem excessos e muita precisão: Butch Thompson ao piano, Bill Huntington no baixo, e Ernie Elly à bateria. Ainda sobre a gravação, uma curiosidade interessantíssima merece menção: o trompete de Payton está sempre no canal esquerdo e o de Cheatham no direito. Experimente audição com fones, sensacional! Principalmente quando os dois tocam ao mesmo tempo!

Tenham todos um ótimo sábado.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Louis Armstrong - Originals

Acabo de comprar esse cd aí da foto, Louis Armstrong - Originals, uma coletânea excelente e baratíssima, R$ 13,90. Do Satch eu só tinha o disco com o trio do Oscar Peterson (em vinil), que é excelente mas contempla um repertório diferente do imortalizado por ele. Esta coletânea, além de aliar boas gravações e preço convidativo (apesar de não informar o ano das gravações e seus álbuns originais), contém alguns dos standards que os pesos pesados do jazz e da canção americana gravaram, e as interpretações de Armstrong são excepcionais. Minhas prediletas são Mack the Knife, que abre o cd, La Vie en Rose, Dream a Little Dream of Me (com Ella), C'est Si Bon, e Ain't Misbehavin', mas o disco todo vale à pena. E aí vai um detalhe importante: a maior parte das coletâneas do artista que trazem as gravações de sua fase áurea, não contém What a Wonderful World, canção que obviamente as pessoas sempre procuram e só encontram em discos de baladas românticas com vários artistas ou do próprio Armstrong. O CD contém a música, o que considero uma boa oportunidade para esse público que não conhece nada dele senão What a Wonderful World conhecer melhor um dos artistas mais importantes do século XX. A iniciativa é da Music Brokers, gravadora argentina que iniciou atividades no Brasil no final do ano passado e vive de coletâneas. Licencia as faixas e monta suas próprias compilações. Deve-se considerar o problema de descaracterização do álbum original? Com certeza. Mas ao menos a Music Brokers trabalha com gravações de qualidade e cds baratos (formatos simples por R$ 13,90 e triplos por 39,90). As coletâneas vão salvar o mercado? Não. Mas com certeza uma parcela desacreditada dos consumidores de discos pode migrar de volta, o que nos tempos de i-pods e downloads já é uma vitória e um motivo de alegria para quem, como eu, gosta e faz questão de ter discos originais.

sábado, 3 de maio de 2008

10 Videoclipes Arrasadores, por Arlindo Machado

Em busca de referências para minha monografia, encontrei no livro A Televisão Levada a Sério, de Arlindo Machado, um referencial bacana sobre a linguagem do videoclipe. No final do do capítulo sobre o assunto, Machado elenca 10 videoclipes que considera "arrasadores", em termos estéticos.
Tendo uma oportunidade de ler o capítulo e olhar a lista, façam, vale à pena. Entre os 10 estão Drive, do R.E.M, People of The Sun, do Rage Against The Machine, e O Silêncio, de Arnaldo Antunes.
Na minha monografia, que trata da MTV e o uso de comunidades de relacionamento no Orkut, o foco é mais crítico, partindo sobretudo do conceito de Indústria Cultural de Adorno e Horkheimer e do Marketing do Cool de Naomi Klein. No entanto, o material do livro pode servir a múltiplos propósitos.